Eu me
pergunto se eu deveria ter algum senso e tentar me proteger do que quer que
seja essa avalanche de sentimentos, mas... eu não quero. Eu quero sentir, eu
quero cair, eu quero os furacões. Eu quero amar (você).
Mas quem é
que consegue permanecer inteligente quando ama? E eu te amo. Ah, eu te amo (e
sempre amarei).
Acho que a
gente se prepara a vida toda pra viver uma espécie de felicidade sublime, e o
medo de ser traído, insuficiente, abandonado, fazer besteira (e ficar somente
nas palavras por conta do medo), é que boicota e estraga tudo isso...
Mas eu
cansei dos jogos. Cansei do medo. Cansei das palavras. E cansei das desculpas.
Desculpas
são e continuam sendo apenas desculpas. A gente pode ler as palavras de uma
pessoa, mas sinceramente acredito que a gente deva ler mesmo as atitudes. Importam
as ações das pessoas muito mais que seus verbos.
Estou
sofrendo. E o pior de tudo é que eu compreendo isso. Mas, junto com a vontade
de chorar e sofrer profundamente (eu sou dramática, eu sei), também tenho
vontade de me dar um tapa e dizer... "Dignidade, mulher!"
Eu não tenho
muito critério pra dizer pra qualquer pessoa no que consiste ou deixa de
consistir essa tal de dignidade. Mas uma coisa eu sei... dignidade não tem nada
a ver com implorar, com colocar o amor pelo outro acima do amor por si própria.
Dignidade não tem a ver com surtar, ou inventar fantasias como o resquício de
alguma história ou pessoa maluca. Eu sei que dói. Mas vai passar. Não leia
palavras... leia atitudes.
NÃO DEIXE DE
OUVIR AS AÇÕES DE QUEM VOCÊ AMA. ACREDITE NAS ATITUDES, MUITO MAIS QUE NAS
PALAVRAS.
*
(Queria
dizer isso com algum tato. E volto a dizer que não sei muita coisa e que tudo
que escrevo é sempre a partir de como percebo e é o mundo pra mim. Pode ser que
seja tudo bobagem... mas...)
*
A minha fé,
ultimamente, anda um pouco abalada. Não é culpa sua. Nem de Deus. É minha
culpa.
Já cheguei a
pensar que ter fé às vezes é complicado. É bem difícil acreditar que se a gente
fizer a nossa parte o universo vai retribuir de alguma forma... Mas eu parei de
pensar essa bobagem e me dei conta de muita coisa.
Se a gente
só espera o pior (por medo de se decepcionar, se frustrar, sofrer, fazer
besteira), a gente perde o melhor da experiência... a gente perde a leveza, a
alegria, a gente perde a esperança... na vida.
Às vezes a
gente tem tanto medo de se frustrar que escolhe simplesmente parar de
acreditar... acreditar que amanhã pode ser SIM um dia muito, muito melhor do
que hoje. Acreditar que você pode SIM fazer o melhor para si (e fazer).
Quem desiste
já perdeu. Quem desiste da caminhada antes mesmo de percorrer seus caminhos já
perdeu. Perdeu não só o resultado, perdeu a experiência, perdeu a vivência,
perdeu o desafio, o sentimento, a energia... Quem desiste já perdeu. Perdeu
porque teve medo de perder o que sequer chegou a conseguir.
Está na hora
de a gente parar de esperar o pior... das pessoas, dos desafios, da vida. Está
na hora de fazer a nossa parte com vontade, mas SOBRETUDO está na hora de ter
esperança. Está na hora de colocar os nossos sentimentos em jogo, o nosso
coração, a nossa alma, a nossa fé e dar tudo de melhor que a gente puder dar em
busca do nosso sonho mesmo sem saber se conseguirá completar todo ou mesmo
parte do percurso da trilha.
Pode ser que
a gente consiga. Pode ser que a gente não consiga. Mas quem desiste, antes de
sequer tentar, antes de se entregar, antes de acreditar em si mesmo, esse já perdeu...
É continuar na luta. É seguir fazendo a nossa parte e confiando... O caminho certo para alcançar o nosso sonho é sempre tentar, e tentar, de novo e mais uma vez. Eu consigo, eu sei que eu consigo.


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