Sabe
aquela sensação de quando um filme termina e tudo parece fazer sentido? Em duas
ou três horas está tudo ali. Um início, meio e fim.
De
uma história de amor, na maioria das vezes bonita, dessas baseadas em fatos
reais, sobre alguém que comeu o pão que o diabo amassou, mas conseguiu realizar
seu sonho ou do drama de um amor no meio de uma guerra.
Anos
de vida, anos de sonhos, anos do terror terminam com uma música bonita e umas
letrinhas brancas num fundo preto, que te deixam ali, pensando sobre as cenas
que acabou de ver, os pensamentos que acabou de ter, as emoções que acabou de
sentir.
E
tudo faz sentido.
Alguém,
por favor, contrata um editor para a minha vida (rs). Alguém que faça caber em
duas ou três horas a minha história de amor, os meus sonhos e os meus dramas.
Quem sabe eu consiga rir dos meus erros, me compadecer dos problemas que eu
tive e, principalmente, inspirar-me com a força que eu tenho (ou acho que
tenho).
Porque,
se depois de duas horas achamos que podemos chegar perto de compreender o que é
ter sido um judeu em uma Alemanha nazista, uma boa montagem da vida de uma
mulher tão "normalzinha" como eu faria (quem sabe?) com que eu finalmente me
compreendesse.
Quem
sabe.
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